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14 de novembro de 2009

É em qualquer lado...

Hoje, quando saí do trabalho e me dirigi para a casa dos papis, encontrei um casalinho no parque de estacionamento perto da minha casa a lavar os dentes. Achei no mínimo interessante, tendo em conta que há casas de banho do outro lado da rua, que aproveitassem o parque de estacionamento para, de copo numa mão, escova de dentes na outra e garrafa de 1,5l em cima do carro, lavarem os seus dentinhos...
Higiene acima de tudo!

11 de novembro de 2009

Banda sonora #7

A tocar em modo repeat...


Gravity


Something always brings me back to you. It never takes too long.
No matter what I say or do I'll still feel you here 'til the moment I'm gone.
You hold me without touch. You keep me without chains.
I never wanted anything so much than to drown in your love and not feel your rain.

CHORUS
Set me free, leave me be.
I don't want to fall another moment into your gravity.
Here I am and I stand so tall, just the way I'm supposed to be.
But you're on to me and all over me.

You loved me 'cause I'm fragile. When I thought that I was strong.
But you touch me for a little while and all my fragile strength is gone.

CHORUS
Set me free, leave me be.
I don't want to fall another moment into your gravity.
Here I am and I stand so tall, just the way I'm supposed to be.
But you're on to me and all over me.

I live here on my knees as I try to make you see that you're
everything I think I need here on the ground.
But you're neither friend nor foe though I can't seem to let you go.
The one thing that I still know is that you're keeping me down.
You’re on to me, you’re on to me and all over...
Something always brings me back to you. It never takes too long.

- Sara Bareilles -


28 de outubro de 2009

Eu e a minha mãe.

A minha mãe é muito engraçada... Faz-se de desentendida, que não se quer meter na minha vida, mas tem uma capacidade inacreditável de tirar nabos de púcaras que deviam estar muito sossegadinhas.
Se neste dia consegui disfarçar muito bem, graças à rapidez com que fugi da sala e à minha primita salvadora, neste incidente não fiquei tão impune como desejava...

Me & mummy dear ao telemóvel (sim, porque se fosse ao vivo é que seria crítico!):

Me: "Mãezinha, sobrou algum frasco de doce?"

Mummy dear perplexa: "Sim... sobrou... mas porquê?"

Me: "É que eu preciso de um frasco de doce..."

Mummy dear cada vez mais perplexa: "Mas tu não levaste os dois frascos que estavam na cozinha?"

(sendo do conhecimento geral que estou de dieta, pedir mais um frasco de doce de abóbora com nozes tendo em conta que trouxe dois para minha casa no domingo é no mínimo estranho...)

Me: "Trouxe, mãe, mas parti um deles..."

Mummy dear espantada: "Partiste?!?"

(e neste momento começo a encarnar e a tentar evitar a conclusão a que ela estava prestes a chegar...)

Me: "Oh mãe, quando eu cheguei a casa da G. para lhe dar o doce, ele escorregou-me do frasco e partiu-se em mil pedacinhos (...) e agora não a posso deixar aguada, não acha?"

(não foi bem assim que aconteceu mas em parte é verdade porque a minha querida G. também teve direito a um frasco, para compensar todos os almoços/lanches/jantares que ela me dá!)

Mummy dear preocupada: "Claro que não podes, eu vou por já de parte outro frasco!"

Me a suspirar de alívio: "Obrigada, mãezinha, ela vai ficar toda contente!!!"

Mummy dear a deduzir o que eu não queria: "Mas espera lá... então porque não lhe deste o outro frasco?"

(e eu a encarnar novamente)

Me: "Porque o outro frasco já tinha dono..."

Mummy dear a fazer-se inocente: "Já?!? Então mas a quem deste o outro frasco?"

Me (muito a custo): "Ao N...."

Mummy dear rejubilando com a conclusão: "Logo vi! Só podia..."


Conclusão: domingo é que vão ser elas, quando me apanhar a jeito... ai ai!

20 de outubro de 2009

Casa vs Vida = Estado de alma

Li um dia destes num blog que ando a acompanhar ultimamente que a série Sex and the City teve impacto na vida da respectiva blogadora na arrumação da sua casa.
A minha casa está caótica. A minha vida esta caótica. E está mesmo, não é um exagero da minha parte. E mesmo sabendo previamente o que preciso fazer e tendo as ferramentas ao meu alcance, a verdade é que mais um vez a minha casa reflecte a minha vida e estas o meu estado de alma.
Curiosamente, voltei de férias cheia de certezas. Sabia o que queria e o que faria, só precisava do momento certo. Agora, um mês depois, as certezas evaporaram-se e nem o reiki me salva...
Uma certeza, porém, não desapareceu. Enquanto eu não "arrumar" a minha vida e a minha casa não posso ter uma certa conversa com uma certa pessoa. A questão agora é: será que estou a tentar fugir a algo que não tem fuga? Ou mais uma vez estou a enrolar-me no meu casulo em vez de sair cá para fora como me mandaram?

14 de outubro de 2009

Inspira... expira... #2

Noite cerrada.
As vozes rodeiam-me mas nem oiço bem o que dizem, embora esteja mais atenta a uma voz em particular.
O cansaço é mais que muito e a agravá-lo está aquele perfume característico que me faz virar a cabeça em qualquer lugar que eu esteja. As ideias começam a ficar baralhadas na minha cabeça e já nem ligo aos "picanços" ou às piadas da famosa voz. De repente o dono do perfume muda de lugar e fica mesmo ao meu lado, encostado à mesma parede que eu. "Calma, não te mexas, não faças nada que te venhas a arrepender depois!", penso com os poucos neurónios que ainda tenho a funcionar.
Acaba a conversa e vamos todos embora. Entro no carro, abro as janelas e deixo que o ar frio da noite me acorde o espírito e me encha os pulmões. Mas nem que estivesse a maior ventania o perfume desaparecia... esse, já está bem marcado na minha memória. Seria preciso bem mais que uma janela aberta... era necessário fechar a porta. Serei capaz?

11 de outubro de 2009

Cidadã exemplar ou Lição da semana #2

Lá fui eu cumprir o meu dever/direito como cidadã exemplar. Animadíssima por votar mais uma vez numa freguesia onde não vivo mas que até nem desgosto, e depois de esperar pacientemente na fila metendo conversa com as pessoas todas que conheço (e tendo em conta que não vivo aqui nem sou propriamente daqui até conheço muuuuuuitas!), eis senão quando dou de caras com o presidente da mesa de voto e embatuco. Bolas, em 7 anos que cá voto teve de ser precisamente na última vez que vou ali votar que dou de caras com ele. Faço um meio sorriso e saio-me com um "Eu acho que devo votar aqui porque não sei do meu cartão de eleitor", pedindo encarecidamente a todos os santos anjos e arcanjos que a minha mãezinha que está precisamente atrás de mim não se aperceba de nada (ou ia logo tentar tirar nabos de uma púcara que não me apetece propriamente mexer...). Entrego-lhe o meu BI (se calhar já não se lembra do meu nome tão bem com eu ainda me lembro do dele) e enquanto vai dizendo o meu nome para os caríssimos colegas da mesa, eu arranco os papéis das mãos de um deles e raspo-me para trás do biombo. Por pouco não errei as cruzes, tão tantan que fiquei... Como é possível que passado tanto tempo, tantas histórias, tantas voltas na minha vida, ainda vacilei só de olhar para aquele homem para quem fui tão indelicada?
Torno à mesa, enfio atabalhoadamente os votos para dentro de uma urna que já está a abarrotar e ainda só são 14.30h, recebo o meu BI e viro costas para agarrar na minha primita e cumprimentar o resto da minha família que entretanto chegou.
Lição a tirar? Mudar rapidamente de freguesia mesmo que não faça o CC num futuro próximo... não me apetece mais encontros imediatos destes por enquanto!

25 de setembro de 2009

E eu é que sou neologista!

Meu querido blog:
hoje aprendi uma nova palavra. E o mais engraçado foi que, com a repetição, quase me conseguiram convencer que eu é que estava errada... Pois não é que agora os genros passaram a ser noros?!? "Já viram isto? Não bastava a minha filha pedir, agora o noro também pede!"
Confesso que da primeira vez achei que era brincadeira, da segunda confusão mas da terceira... pronto, está bem: não posso querer ser a única neologista no mundo, não achas?