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8 de dezembro de 2009

A luz na noite...

Ontem à noite, a dada altura, apercebi-me que quando a luz incidia nos teus olhos de determinado ângulo ficavas com olhos cor de vampiro bom...

...mmmmmm...

...estranho... ;-)

8 de novembro de 2009

Os pés que voam...

Continuo a receber no meu email uma vez por semana, invariavelmente, propostas de emprego vindas da Irlanda. Tendo em conta que já cá estou há 7 anos e que tenho uma casa minha só minha e que gosto do que faço, o mais lógico seria cancelar aqueles emails que vão aparecendo.
Mas a verdade é que não consigo.

Tem dias que os arquivo logo.
Tem dias que os abro só pela curiosidade e arquivo a seguir.
Tem dias que os abro e leio e vejo se têm algo que me interesse e só depois os arquivo.

Mas não apago nenhum e como o Gmail tem espaço para dar e vender (quase!) vão lá ficando no arquivo porque nunca se sabe...

Hoje é um daqueles dias em que os meus pés voam (estranho, o meu problema é sempre nos pés porque a cabeça está bem no sítio dela, muitas vezes até demais!), em que eu penso "e se fosse? e se aqui não estivesse? e se lá vivesse?". Hoje é um daqueles dias em que eu não queria ser quem sou. Como dizia uma querida amiga minha, hoje estou outonal...
Por isso, o melhor é ir aspirar mais um bocadinho: pode ser que "aspire" estas ideias da cabeça e que a força do aspirador me obrigue a manter os pés bem no chão!

30 de outubro de 2009

Por andar muito cansada...

... só hoje me apercebi que a roupa que estendi no domingo passado ainda está na varanda à espera de ser apanhada...


... andei nos últimos 15 dias a tentar acordar às 7h para fazer análises e acabei por acordar sempre pelas 9.25/9.30h (quando eu entro às 9.40h!!!!)...


... não tenho roupa para vestir porque ou me esqueço de a lavar ou não tenho tempo para a passar a ferro...


...fiz quarta feira sopa à meia noite porque não tinha mais outra hipótese e esqueci-me de lhe deitar sal (e só cheguei a essa conclusão 4 tigelas depois...)...

... os meus gatos mal me conhecem porque à hora tardia que chego não lhes ligo nenhuma...

... e sonho, sonho muito, com o trabalho, com o outro, com as aulas, com as pautas... com tudo e mais alguma coisa!


(mas pelo menos hoje cheguei a casa tarde mas deixei o trabalho todo orientado... pena é que a cozinha e a roupa não estejam também com a mesma orientação...)

28 de outubro de 2009

Eu e a minha mãe.

A minha mãe é muito engraçada... Faz-se de desentendida, que não se quer meter na minha vida, mas tem uma capacidade inacreditável de tirar nabos de púcaras que deviam estar muito sossegadinhas.
Se neste dia consegui disfarçar muito bem, graças à rapidez com que fugi da sala e à minha primita salvadora, neste incidente não fiquei tão impune como desejava...

Me & mummy dear ao telemóvel (sim, porque se fosse ao vivo é que seria crítico!):

Me: "Mãezinha, sobrou algum frasco de doce?"

Mummy dear perplexa: "Sim... sobrou... mas porquê?"

Me: "É que eu preciso de um frasco de doce..."

Mummy dear cada vez mais perplexa: "Mas tu não levaste os dois frascos que estavam na cozinha?"

(sendo do conhecimento geral que estou de dieta, pedir mais um frasco de doce de abóbora com nozes tendo em conta que trouxe dois para minha casa no domingo é no mínimo estranho...)

Me: "Trouxe, mãe, mas parti um deles..."

Mummy dear espantada: "Partiste?!?"

(e neste momento começo a encarnar e a tentar evitar a conclusão a que ela estava prestes a chegar...)

Me: "Oh mãe, quando eu cheguei a casa da G. para lhe dar o doce, ele escorregou-me do frasco e partiu-se em mil pedacinhos (...) e agora não a posso deixar aguada, não acha?"

(não foi bem assim que aconteceu mas em parte é verdade porque a minha querida G. também teve direito a um frasco, para compensar todos os almoços/lanches/jantares que ela me dá!)

Mummy dear preocupada: "Claro que não podes, eu vou por já de parte outro frasco!"

Me a suspirar de alívio: "Obrigada, mãezinha, ela vai ficar toda contente!!!"

Mummy dear a deduzir o que eu não queria: "Mas espera lá... então porque não lhe deste o outro frasco?"

(e eu a encarnar novamente)

Me: "Porque o outro frasco já tinha dono..."

Mummy dear a fazer-se inocente: "Já?!? Então mas a quem deste o outro frasco?"

Me (muito a custo): "Ao N...."

Mummy dear rejubilando com a conclusão: "Logo vi! Só podia..."


Conclusão: domingo é que vão ser elas, quando me apanhar a jeito... ai ai!

25 de outubro de 2009

Estou com a neura!

Como é que eu consegui deixar cair e partir precisamente a única coisa que eu hoje não devia ter deixado cair e partir?!?
AAAAAAARRRRRRRGGGGGGGGHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!!!!!!!
E agora?

QUE NEURA!!!!!

24 de outubro de 2009

Noites longas (ou nem por isso...)

Hoje muda a hora. Segundo a informação que li aqui, esta noite vamos dormir mais uma hora.
Não gosto nada deste horário de Inverno. Não gosto de sair do trabalho noite cerrada, até parece que o dia ficou muito pequenino e a vontade de fazer o que quer que seja é directamente proporcional ao tamanho do dia.
Gosto do sol, de sair às 19h (quando saio...) e ainda ter muito tempo para fazer coisas giras (ou outras menos giras mas pelo menos é de dia!), gosto dos serões que começam com o entardecer...
Hoje cheguei a casa já de noite. Pelos vistos, vou dormir mais uma hora mas a vontade de dormir é quase nenhuma, a minha vontade era passear com alguém que eu cá sei e ver estrelas.
Mas como isso não é possível (pelos mais variados motivos), vou mas é por a máquina a lavar e a sopa a fazer pois pode ser que assim o sono apareça mais cedo do que tem sido costume... e eu acabe mesmo por usufruir desta hora que tanto apregoam.

21 de outubro de 2009

Been there, done that... ou Lição da semana #3

Ontem finalmente Miss K. deu sinal de vida. Como de costume, 1h30 de conversa (ou não fosse hoje dia de trabalho), em que falámos do que fomos vivendo neste tempo que não falámos. É engraçado como a K. é uma das minhas amigas mais recentes mas que me consegue conhecer tão bem que nem dá para explicar. Empatias...
Inevitavelmente, e logo para começar, "caiu-me" em cima por aquilo que leu neste mesmo blog. E de tudo o que ela me disse, algo ficou a bulir bem na minha cabeça.
A primeira coisa foi que eu tenho de deixar de dar tanta importância ao que os outros pensam ou dizem... o que por um lado é fácil de dizer mas no meu caso específico é mais difícil de fazer. Ainda ontem comentava com uma das minhas companheiras de passeio que tem imensos momentos que gostava de ser uma simples anónima a passear na rua ou a fazer compras. Nem imaginam como me faz confusão andar no Continente e ter alguém a observar o que levo no carrinho, ou a controlarem as pessoas que me rodeiam. Segundo a K., é como se fosse uma estrela de cinema cá do bairro (mas a mim não me pedem autógrafos, pedem conselhos!).
A segunda coisa atingiu-me com muito mais força. Quando a K. me conheceu, estava a tentar recuperar de uma relação que muita mossa causou na minha vida. Muita da minha recuperação a ela a devo. Ontem vira-se para mim e diz-me "Já reparaste que, noutros moldes, estás a repetir o que fizeste em relação ao outro? Passas a rodar a tua vida à volta desta pessoa e esqueces-te do mais importante que és tu! Prendes-te, preocupas-te, tentas tudo o que está ao teu alcance para fazer a outra pessoa feliz mas e tu? E a tua felicidade?"
Ai.
Esta doeu.
Porque sei que no fundo ela tem toda a razão.
E porque sei que tenho usado todas as desculpas que estão ao meu alcance para não pegar o touro pelos cornos (salvo seja!) e continuo presa a uma situação que não anda nem desanda. Logo eu que nunca fui mulher de NIM, ando com um grande nim na minha vida há 2 anos e meio.
De toda a conversa uma lição ficou: been there, done that, no thanks! E agora... respirar fundo e preparar o embate, porque o momento está próximo.

20 de outubro de 2009

Das conversas...

Hoje passei o dia com o coração apertadinho. E nem o facto de ter finalmente comprado O móvel de TV que tanto procurava ou um casaco todo giro na Zara me estavam a aliviar o coração. Nem o facto de andar com duas pessoas que muito gosto. Nem sequer o ter reencontrado na net alguém com quem já não falava há imenso tempo e de quem tinha imensas saudades.
Não.
Foi preciso uma sigela conversa no MSN para o aperto diminuir. Ou melhor, bastou-me um "não te preocupes com isso"... o resto... é conversa!

Casa vs Vida = Estado de alma

Li um dia destes num blog que ando a acompanhar ultimamente que a série Sex and the City teve impacto na vida da respectiva blogadora na arrumação da sua casa.
A minha casa está caótica. A minha vida esta caótica. E está mesmo, não é um exagero da minha parte. E mesmo sabendo previamente o que preciso fazer e tendo as ferramentas ao meu alcance, a verdade é que mais um vez a minha casa reflecte a minha vida e estas o meu estado de alma.
Curiosamente, voltei de férias cheia de certezas. Sabia o que queria e o que faria, só precisava do momento certo. Agora, um mês depois, as certezas evaporaram-se e nem o reiki me salva...
Uma certeza, porém, não desapareceu. Enquanto eu não "arrumar" a minha vida e a minha casa não posso ter uma certa conversa com uma certa pessoa. A questão agora é: será que estou a tentar fugir a algo que não tem fuga? Ou mais uma vez estou a enrolar-me no meu casulo em vez de sair cá para fora como me mandaram?

18 de outubro de 2009

Conversas.

Quando começo a dizer repetida vezes o nome de uma certa pessoa no meio das minhas conversas isso é...


... muito mau sinal!

14 de outubro de 2009

Inspira... expira... #2

Noite cerrada.
As vozes rodeiam-me mas nem oiço bem o que dizem, embora esteja mais atenta a uma voz em particular.
O cansaço é mais que muito e a agravá-lo está aquele perfume característico que me faz virar a cabeça em qualquer lugar que eu esteja. As ideias começam a ficar baralhadas na minha cabeça e já nem ligo aos "picanços" ou às piadas da famosa voz. De repente o dono do perfume muda de lugar e fica mesmo ao meu lado, encostado à mesma parede que eu. "Calma, não te mexas, não faças nada que te venhas a arrepender depois!", penso com os poucos neurónios que ainda tenho a funcionar.
Acaba a conversa e vamos todos embora. Entro no carro, abro as janelas e deixo que o ar frio da noite me acorde o espírito e me encha os pulmões. Mas nem que estivesse a maior ventania o perfume desaparecia... esse, já está bem marcado na minha memória. Seria preciso bem mais que uma janela aberta... era necessário fechar a porta. Serei capaz?

7 de setembro de 2009

E agora?

Eu sabia que iria acontecer o que aconteceu. Ou melhor, eu já estava à espera de ser atingida mas não estava a contar que fosse de um modo tão intenso...
Ora eu passo a explicar. A minha querida K. não descansou enquanto não me tornou fã da saga Crespúsculo. Fartou-se de me falar nos livros, insistia que eu tinha que ler porque eu ia adorar, até me emprestou o DVD para eu ver à vontade na minha casa. Confesso que não entendia o porquê de tanta agitação. É só um livro (ou melhor, quatro), uma história de vampiros bonzinhos e vampiros mauzinhos (e eu que nem gosto de filmes de terror e que sempre dispensei tudo o que tivesse a ver com vampiros) e nem sequer é um clássico de literatura fantástica tipo O Senhor dos Anéis que já li duas vezes e que esperei ansiosamente cada filme da triologia.
Pronto, eu sei. Eu até acho graça a histórias de magia e fantasia e se tiver alguma coisa a ver com os celtas, os druidas e Avalon então tenho mesmo que ler. Mas vampiros?!?

A primeira "ameaça" de leitura foi nas minhas férias em Julho. Sei agora que se não tivesse outras ocupações para a minha mente durante aqueles 15 dias que teria ficado irremediavelmente viciada logo. Mas fui resistindo à tentação de pegar no livro e deixei-o a meio, ficando com a sensação de que ainda não era o momento.
Até que, naquela bendita viagem de comboio que eu fiz para ir ao aniversário da minha querida K., deu-se o esperado: fiquei viciada. Li a metade que faltava no caminho para Lx, a K. emprestou-me o segundo para ler no caminho de volta. Na primeira oportunidade vi o filme (que me soube a pouco e me fez desejar que 26 de Novembro chegue depressa para ir ver o segundo) e acabei por ler aqueles três livros (e como é enorme o Amanhecer!!!) que faltavam numa semana e meia. Mesmo sendo fim do mês e tendo ensaios, jantares e saídas pelo meio, fiquei vários dias acordada até às 3h e aproveitava cada bocadinho do dia para ler.
Pois... mas o mais curioso no meio disto foi a reacção que estes livros me provocaram. Contrariamente ao que toda a gente fala, eu não me sinto Bella. Nem sequer me sinto mais uma personagem, como me costuma acontecer. E mesmo com a capacidade de visualização que tenho, aguçada pela escrita impecável da Stephenie Meyer, fui vendo passar a história à minha frente tal como se estivesse no cinema. O que se passou comigo foi um despertar. Foi como se algo que estava adormecido há muito tempo começasse a espreguiçar os braços e se preparasse para me desafiar. A leitura destes livros abriu a porta da minha imaginação e agora que ela saiu eu não consigo "escondê-la" outra vez. De um momento para o outro eu comecei a ter uma vontade enorme de escrever embora não saiba muito bem o quê. De um momento para o outro eu desejei imenso saltar para o colo de alguém embora não o possa fazer. De um momento para o outro eu passei a ter a minha intuição muito mais atenta embora insista em não acreditar nela.

E agora, o que faço? Para suprimir o fim dos livros, uma amiga minha emprestou-me uma saga de livros de dragões para ver se lhes acho piada (curioso, para quem não era muito fã deste tipo de livros, passar de vampiros para dragões é uma reviravolta muito interessante). Estou a ler o Marley & me porque ando numa de filmes que são livros ou livros que são filmes ou se calhar porque é uma forma que tenho de mudar as imagens que andam a pulular na minha cabeça (ai como eu consigo ser tão criativa quando não quero!). Mas mesmo assim fico sem saber o que fazer. Se por um lado não quero voltar ao vazio que tinha antes, por outro lado tenho receio de dar demasiada rédea à minha imaginação e...
Será possível encontrar uma solução de compromisso? Ou melhor mesmo é arriscar?